Ao mestre com carinho !!!



A todos os mestres, meus amados professores. Não cito os nomes por que me esqueceria, embora nunca os esqueça enquanto participantes da minha história , temo esquecer o nome terrestre que vocês tem....

mil bjos




1. Que conclama paz - Paz pela paz - Nando Cordel 
2. Que transmite amor - Epitáfio ( Titãns) 
3. Que deseja mudança - Matamorfose ambulante ( Raul Seixas) 
4. Que reconhece o valor da vida - O que é o que é?(Gonzaguinha) 
5.Que semeia a esperança - Sal da Terra 
6. Que reflete o ontem, o hoje e o amanhã. Tocando em frente.( Almir Sater)
7. Que brota do coração- Caçador de mim (Milton Nascimento)
8. Que constró novos dias - No novo tempo ( Ivan Lins)

40 anos da Faced


Hoje a FACED completa seus 40 anos....
Não fiquei pra festa, mas deixo nessas poucas linhas o que penso sobre essas quatro décadas tão intensas ( pelo menos os 3 últimos anos). Porque não me demorar citando fatos históricos que formaram a FACED no que ela é hoje, simples "por muitas mãos" foi escrito um documento que trás essa história ' bem contada, bem contada por ti!' (como diria Licia Beltão, professora desta casa).

Que digo nessas poucas linha, que pretendo que sejam poucas, é que vivi momentos de grande aprendizado aqui. Desde o primeiro dia de aula, até as disputas políticas no d.a . Foram as aulas de patiologia, assim como foi também o medo de coisa tristes que aconteceram, aqui bem perto da nossa casa. Crescemos aqui dentro.


Hoje é um motivo de festa e orgulho, comemorando as vitórias de hoje pra ter folego nas lutas de amanhã...

Meus votos de felicidade a esta casa....

Vantagens de ser Bobo

Um pouquinho de Clarice Lispector para aquietar a ansia inata de correr...
Hoje só hoje vamos ver estrelas...

Cibercultura

Um vidéo que traz trechos do livro de Pierre Levy "Cibercultura"

As leis da Cibercultura

Filme feito por Rozane Suzart na Disciplina Estágio Docencia, realizado na Ciencia da Computação sob orientação do Professor Adriano Canabarro Teixeira na Universidade de Passo Fundo.

RINDO PRA NÃO CHORAR...

UFA!!! ESTOU ATRASADA SÓ PRA VARIAR, SÃO LIVROS PRA LER, COISAS PRA ANOTAR. MIL IDEIAS ME CONSUMINDO O PENSAMENTO. SEI QUE TENHO QUE ME ORGANIZAR,MAS SÃO TANTAS COISAS EM QUE PENSAR........

HOJE ESTOU AFIM DE FALAR SOBRE UM TEXTO PARTICULAR DE HAMILTON WERNECK ( ENSINAMOS DE MAIS APRENDEMOS DE MENOS) É UM TRECHO DA INTRODUÇÃO DE SEU LIVRO QUE ME CHAMOU MUITO A ATENÇÃO - NA VERDADE DOIS TRECHOS -, AQUI SE SEGUE SUA TRANSCRIÇÃO.

1. " SE HOJE TEMOS UMA INSTITUIÇÃO QUE NÃO EVOLUIU E IMPEDE AO MÁXIMOOS AVANÇOS, ELA CHAMA-SE ESCOLA. ELA É CAPAZ DE IMPEDIR OS ATOS DE PENSAR PELA ÂNSIA DE ATINGIR OS OBJETIVOS DE REPETIR."

DIRIA QUE É NO MINIMO TRISTE ESTÁ AFIRMAÇÃO, ME FEZ LEMBRAR PACHECO - É MEU LEITOR SEI QUE VC JÁ ESTÁ ENJOADO DE OUVIR EU ME REFERIR AO MESMO LIVRO, É ISSO MESMO PACHECO EM SEU LIVRO 'PARA OS FILHOS DOS FILHOS DOS NOSSOS FILHOS' -QUANDO DIZ QUE A ESCOLA ABARROTA A SUA GRADE DE COISAS QUE NO MINIMO PODERIAM SER SUPRIMIDAS. NÃO CREIO QUE O FAÇA POR MÁ FÉ, APENAS PADECE DA ÂNSIA DE ENSINAR TUDO, E POR ISSO DA VÔOS SUPERFICIAIS EM ABISMOS PROFUNDOS. ACREDITO QUE AO INVÊS DE ABARROTAR - E AS VEZES A TE ENTULHAR - AS CABEÇAS DE SEUS ALUNOS COM ESSES VÔOS SERIA MAIS PRODUTIVO ESTIMULAR E DESENVOLVER A ARGUMENTAÇÃO, A REFLEXÃO, O PENSAR PROPRIAMENTE DITO, A LEITURA CRÍTICA (CHEGA DE ESTÓRIAS DE SAPOS QUE FICAM PRESOS DENTRO DE VIOLAS)....

2. "AINDA NÃO TENDO ATINGIDO A [GALÁXIA DE GUTENBERG], PODERÁ SER ELIMINADA POR ALGUM CURTO-CIRCUITO DA ELETRÔNICA DIGITAL"

ESSA SERIA PIADA SE NÃO FOSSE VERDADE, DATA SHOW NÃO É QUADRO NEGRO!!! PESQUISA NA INTERNET NÃO É CTRL+C!!!E SE AINDA PADECEMOS DESSES EQUIVOCOS É POR CAUSA - PREFIRO ASSIM ACREDITAR - DA PRIMEIRA AFIRMAÇÃO: ' A ESCOLA ESQUECEU-SE DE ENSINAR A PENSAR, NO ENGANO DE ENSINAR A REPETIR'. PESQUISA É ALGO QUE EXTRAPOLA A MERA CÓPIA, NÃO É ALGO DESARTICULADO, TEM QUE TER UM PORQUE, UMA LIGAÇÃO INTIMA COM O QUE SE ENSINA, UM OBJETIVO A SER ALCANÇADO, PROVOCAR UMA MUDANÇA SEJA ESTA DE ORDEM DE OBTENÇÃO DE CONHECIMENTO, OU DE REFLEXÃO QUE OCASIONA MUDANÇA COMPORTAMENTAL. O MUNDO DAS TECNOLOGIAS ABREM UMA SERIE DE POSSIBILIDADES, MAS NÓS AINDA NOS PRENDEMOS AOS VELHOS HÁBITOS, NOS CHAMANDO MODERNOSSOS MAS COM VELHAS CEROULAS... SÓ RINDO PRA NÃO CHORAR.

Anotações de fundo de caderno

Faz tempo que não sento para escrever....Minha semana anda cheia e eu ausente de mim mesma não sei me explicar. Pois vamos as disciplinas desse semestre e algumas questões que tem me surgido entre uma aula e outra, um texto e outro. Para terem uma ideia há mais anotações no fim do meu caderno do que das aulas. É inevitável pra mim, as ideias me fermentam a cabeça no meio da aula, preciso anotá-las antes que se enveredem no ar e me deixem a merce das "manias de explicação" (esse aprende com Beltão) sem a formigação pelo saber.

A primeira anotação do meu caderno e uma caricia  ao hino Nacional Brasileiro, ao meu ver o mais belo hino da pátria. Assim começo me pensamento, e quando fui pensando, fui também chorando ao perceber como ainda essa terra que eu amo tanto e que o hino exalta. Me pergunto se a geração que iria mudar o mundo venceu ou fracassou, ou foi o mundo que se rebelou. O que aconteceu, ninguém me diz e eu continuo a perguntar, essa minha mania de "POR QUE" não passa com a idade só piora.

Talvez seja o que mais guardo da infância, quando a função imaginativa da linguagem já não comporta minhas perguntas e meus dilemas, extravasso e grito um grande "POR QUE". Nesses devaneios, minhas leituras envocam o que já li, porque leio porque dantes já havia lido algo, ninguém parte para uma viagem sem bagagem, tão pouco para um texto. E para se contar textos, no ardúo exercicio da contação é necessário te casa neles.

Agora vamos finalmente dando nome aos bois. Tenho visto, discutido e pensado obre temas que não estão inclusos no curriculo linear da formação do professor, mas atormentam como fantasmas silêncios - ou não- o cotidiano desses profissionais. São temas diversos mas que se completam por farem parte tanto da esfera do academico quanto a da arte, mas principalmente por estarem imersos dentro da vida vivida no dia-a-dia. Assim tenho debatido sobre Xenofobia, Urbanismo, Religião, Corpo, Arte, Regimes totalitários, Formação de indentidade, a Hipertextualidade do mundo.

É muito complicado dizer que isso se dá em uma disciplina só. Muitas de minhas anotações se dão em espaços a parte da sala de aula - já falei sobre a disciplina de patiologia com vocês, lembram? - é no corredor, no banheiro, no balcão da biblioteca, no onibus, no ponto esperando o carro, é dentro da sala do GEC, as vezes é lendo poesia. A arte é mais que uma forma de saber, e para o professor é essencial por proporcionar uma sensibilidade que é necessária para a prática.

Tenho grandes expectativas para esse semestre.

Possessão - (A.C.Lima)



"Quando meus pensamentos já não se explicam,

Quando sou só noite e tempestade,

mas desejo ser brisa pairo entre o espaço, o tempo, e o ar.

viro letra e lembro que sei voar... (A.C.Lima)"





O corpo já não respondia suas ações. Os sentidos já não decodificavam o som ao redor e o corpo todo navegava do devaneio ao caos em instantes, como que preso em um redemoinho de sensações. Já não eram mãos ou bocas, nem pele ou músculos. Eram algo aparte da natureza, algo estranho e irresistivelmente atormentador.



O estalar de pele e o contrair de músculos interruptamente, entre sussurros de silêncio no desenrolar da loucura, buscava em vão verbalizar o que a lógica ordenava. Incapaz. A garganta impotente, não pronunciava o som, calando a voz. Como se seu corpo já não fosse seu, e possuído por outro, subjugado e amarrado a caprichos alheios, se sentisse finalmente em casa. Como que retornado a vontade do legitimo dono e alheio àquele que nele morava.



E da pele o doce néctar, preparado no friccionar de toques e aquecer de corpos, escorria perigoso entre todas as curvas, por todos os poros. Um calor abrupto e desconcertante dispensava qualquer vestimenta. E um frio suspenso pairava sob o toque audaz arrepiando a pele. Suspensa entre o tempo, o espaço e o ar, a razão observava -em um misto de impressões- o dançar de corpos que sem música valsavam a sóis como crianças perdidas, como serpente e dragão, onda e areia. Corpos possessos, calados e sem voz.

Balada pra minha morte - (A.C.Lima)

Algumas baladas são tristes, e mórbidas. 

Outras são delicadas e suaves.

Algumas são pra dias de tempestade,

outras para verão fustigante.

Está é para o tempo que paira entre o passado e o presente.

Pensando nos dias vindouros

Onde palavras não mais direi

escrevo as memorias

Delírios

e coisas que desejei

Quando eu morrer

não quero flores tristes

Desejo violetas, margaridas e lírios...

Quando eu morrer

não quero que minha mãe chore

não quero que meu pai engula o soluço

quero o doce silêncio

de quando as palavras não significam nada

Quando eu morrer

não quero que esqueçam

meu pecados

não quero que me tornem

algo que não sou

perfeita! não por favor

Quando eu morrer

quero ser cinza dispersa no vento

em vida luto contra o corpo que me aprisiona o pensamento

não me encerre num caixão

Quando eu morrer

Toquem musicas alegres

Uma balada

Recitem poemas,

para as almas amadas

Quando eu morrer

dos dias felizes guardem lembranças

não quero tristezas

pois eu já não estarei triste....

São coisas pra quando eu morrer...

Agora me fale de amor.


Comercial das Havaianas - Por Joana Dourado

Fiquei revoltada com a hipocrisia da proibição do comercial das Havaianas! Moralismo barato, machismo, retrocesso! Não se pode falar de sexo de uma forma natural, divertida, bem humorada, criativa...?

Que babaquice! Ficaram boquiabertos, indignados, ofendidos com a avó moderninha, mas dentro de casa, por debaixo do pano as aberrações são constantes... Gravidez precoce, violência, pedofilia, abuso e assédio sexual, submissão feminina, ou seja, mais uma vez: HIPOCRISIA!

Adorei o comercial! E quero assistir várias vezes aqui na net, o meu querido mundo de subversão!




Muito boa!

http://joanadourado.blogspot.com/

Pensando o Ler

    “a leitura é a atribuição de um significado do texto escrito: 20% de informações visuais provenientes do texto; 80% de informações que provém do leitor”.

Aqui estou eu de novo pra falar sobre ler... ai que coisa gostosa falar sobre o que se ama. Estava lendo o artigo:


VAMOS LER? FORMAR LEITORES NO ESPAÇO ESCOLAR: UM IMPASSE NA CONTEMPORANEIDADE : Flávia Cristina Oliveira Murbach de Barros & Luiz Antonio Xavier Dias




Resto do Post

CoNviTE !!!

Fica aqui o convite para uma aula como você nunca viu igual. Venha ser polêmico Você também !!!

Pensando Sobre o poder- parte II

Muitos acusam as analises de Foucault (como por exemplo, Habermas e Taylor) de pessimistas já que ele não deixa nenhuma saída para as relações do poder disciplinar. No entanto cabe perguntar se viveríamos em um mundo sem relações de poder? Sendo obvia a resposta, cabe perguntar então por que evitar discutir as questões de poder na prática pedagógica não como um mal necessário, ou como um chaga negra a ser extirpada, mas sim como algo intrínseco a uma pratica algo que deve e pode ser questionado, discutido, analisado? São essas as perguntas que me levam a pensar, e a questionar o discurso e prática pedagógica no que concernem as relações de poder.

Podemos dizer baseado em Enguita que a organização da instituição escolar permanece quase que inalterada ao longo da história. As mudanças organizacionais ocorreram entre longos intervalos, ou seja, apenas algumas gerações puderam vislumbrar alguma mudança relevante na estrutura organizacional do processo educativo, enquanto que a maioria passou por todo o processo sem presenciar nenhuma revolução ou mudança. Mudam-se os conteúdos e até a nomenclatura do método, porém a organização funcional da escola é a mesma.




No entanto pode-se observar uma desvalorização – mesmo que só no discurso de senso comum – desta parte funcional da instituição escolar que origina as idéias mais prosaicas sobre a escola e professores. É questionável o fato de a escola ser tantas vezes, mas observada por suas idéias e tão pouco por suas praticas (ENGUITA,1989). Os conteúdos explícitos que a escola visa transmitir apesar de importantes na constituição da sociedade que somos nos permitem questionar se por si só justificam a existência de um aparato tão monstruosamente complexo como é a escola? Esse questionamento se torna ainda mais pertinente quando nos defrontamos com a quantidade e velocidade de informação que circula no nosso cotidiano em todas as formas de mídias.


E ainda que essas considerações fossem ignoradas, e acatássemos a premissa de que a escola existe pra transmitir conhecimentos seculares, mesmo nessa visão dos depararíamos com uma intensa relação de poder ao vislumbrar uma nada ingênua hierarquização de saberes – quando se definem qual saber ensinar, quando ensinar, na visão de quem ensinar – onde obviamente não existe uma relação de neutralidade.


“O processo pedagógico corporifica relações de poder entre professores e aprendizes com respeito às questões de saber: qual saber é valido, qual saber é produzido, o saber de quem. A pedagogia se baseia em técnicas particulares de governo, cujo desenvolvimento pode ser traçado historicamente/arqueologicamente, e produz e reproduz, em diferentes momentos, regras e práticas particulares.” (SILVA,1995)


Para além dessa hierarquização de saberes, que a escola habilmente efetua, existe uma forte interiorização da norma, do regulamento, da docialização do corpo que ocorre dentro da escola. Como coloca Foucault (1994) o momento histórico em que nasce a disciplina, nasce também uma arte do corpo humano. Um corpo fácil de ser controlado é um corpo fácil de ser subordinado, os ritos escolares como coloca Enguita - quando faz referência a Althusser- são o mais explicito exemplo de como dentro da instituição escolar a disciplina do corpo é tão importante para o decorrer da aula.



O poder disciplinar consiste em fazer que o indivíduo se sinta em constante vigilância, e por saber-se em sempre em visibilidade retorna por própria vontade as limitações do poder, fazendo-o com que estas funcionem sobre si (FOUCAULT, 1994), nisso está à importância de um corpo dócil.


As relações de poder impregnam o conteúdo (relação poder-saber), as práticas (poder disciplinar) e o discurso pedagógico (regimes de verdade). E no discurso temos potencializado as relações de poder da educação escolar.

“Os discursos, como os silêncios, nem são submetidos de uma vez por todas ao poder, nem opostos a ele. É preciso admitir um jogo complexo e instável em que o discurso pode ser, ao mesmo tempo, instrumento e efeito de poder, e também obstáculo, ancora, ponto de resistência e ponto de partida de uma estratégia oposta. O discurso veicula e produz poder;reforça-o mas também o mina, expõe, debilita e permite barrá-lo...não existe um discurso do poder de um lado e, em face dele, um outro, contraposto[...].” (FOUCAULT,1985)

As analises de Foucault levantam dúvida sobre a possibilidade e desejabilidade de dar resposta algum dia à questão: Que práticas e discursos pedagógicos são libertadores? Já que nos leva a questionar os discursos dentro de si mesmo, não aceitando que sejam ingênuos, pelo contrario contesta asserções de verdade e asserções de inocência em todos os discursos educacionais.

 Como coloca Marshall (SILVA, 1995), como profissionais da Educação, devemos registrar as fortes descrições de Foucault e repensar conceitos educacionais como “autoridade”, “poder”, “disciplina” e “pedagogia”. Isso não significa ridicularizar, suplantar ou tornar falsas outras abordagens dessas noções, mas mostrar um outro aspecto, ou uma outra máscara da realidade.

Pensando Sobre o poder- parte I


    " Uma sociedade sem relações de poder só pode ser uma abstração... Dizer que não pode haver uma  sociedade sem relações de poder não é dizer que aquelas que são estabelecidas são necessárias ou, de qualquer forma, que o poder constitui uma fatalidade no centro das sociedades, de forma que ele não pode ser minado. Em vez disso, eu diria que a análise, a elaboração e o questionamento das relações de poder... é uma tarefa política permanente, inerente em toda a existência social.” (Foucault, 1983)

A prática da educação escolar é tão impregnada em nossas vidas, que pensar a nossa sociedade sem a Escola é algo inimaginável. A instituição escolar assume uma indiscutível importância - e digo isso por considerar as outras formas de acesso ao conhecimento. O “porque” dessa importância já foi inúmeras vezes discutido e refletido, existindo desse modo varias versões e concepções. No entanto ainda há uma mistificação sobre a prática da educação escolar no concerne às relações de poder.

A palavra poder não foi relegada pela práxis, mas incorporou ao longo dos anos um significado pejorativo. Quando se fala em poder associasse a palavra à opressão, a manipulação, a manutenção do regime vigente, o que a torna impronunciável em certos meios – no máximo, quando possível, categorizada de “mal necessário” ela se torna tolerável. Mas desconsiderar as relações de poder impregnadas na prática educacional é vedar os olhos a algo que não é apenas tácito a ação, mas é motivador e intrínseco a ela. No entanto na formação do docente, o discurso pedagógico vigente apresenta o termo em questão em seu caráter apenas coercitivo, e não como uma relação presente e constante em nossas relações sociais.

 Um discurso que marginaliza um termo por si só já exerce um poder coercitivo, no momento que define e impõe um pensamento único. Questionar o discurso pedagógico é algo que não esta dissociada da pratica de um profissional da educação. Sendo a Educação, e nesse ponto em questão a educação escolar, uma ação onde a prática das relações de poder é constante, nada mais cabível do questionar esse discurso e questiona-lo porque como coloca Foucault é uma tarefa política diretamente relacionada com o papel do educador. E levantar essas questões dentro da formação do educador e de uma importância ainda maior já que é durante essa formação que esse discurso é incutido em nosso discurso enquanto futuros profissionais, ao mesmo tempo em que as práticas presentes na formação deste reforçam as relações de poder enquanto práticas intrínsecas a educação.


   “E tudo está imerso em relações de poder e saber, que se implicam mutuamente, ou seja, enunciados e visibilidades, textos e instituições, falar e ver constituem práticas sociais por definição permanentemente presas, amarradas às relações de poder, que as supõem e as atualizam. Nesse sentido, o discurso ultrapassa a simples referência a "coisas", existe para além da mera utilização de letras, palavras e frases, não pode ser entendido como um fenômeno de mera "expressão" de algo: apresenta regularidades intrínsecas a si mesmo, através das quais é possível definir uma rede conceitual que lhe é própria.” (Fischer, 2001)

O Jeitinho brasileiro

O que dizer!!! Ainda busco palavras pra me recuperar da leitura, de um dos meus blogs preferidos. Palavras pesadas pra se começar o dia, soam como injurias e mal-agouros, mas são verdades ditas sem a hipocrisia de dourar a pírrula.


tive um misto de sensações que não consigo selecionar até agora. Revolta, fúria, Ódio, medo, então chorei.


Eu acredito, no Brasil. Acredito que tem jeito, acredito na educação. No entanto meu amigo não mentiu... Lembro daquela canção:

"Brasil!

Mostra tua cara

Quero ver quem paga

Pra gente ficar assim

Brasil!"

Talvez seja meu defeito e meu vicio, acreditar, talvez eu precise disso como preciso de ar. Talvez meu grito seja sempre impotente, roco e levemente solitário. Talvez eu seja realmente louca que todos dizem, é talvez... e como tantos "talvezes" que a vida tem, TALVEZ AINDA TENHA JEITO....

[ A imagem leva ao texto do meu amigo... Vale a pena ler, faz pensar.. bjo gente...]

Oh! Como eu queria!!!

Estou , louca pro telefone tocar, mas não é só tocar. Quero que seja você do outro lado da linha, me dizendo "oi, tava de bobeira e pensei em você". Devo ser muito boba, mas era isso que eu queria ouvir, que você pensa em mim, mesmo que só quando está de bobeira. Claro que eu amaria ouvir que você pensou em mim o dia inteiro, que sonhou comingo, mas só ter lembrado de mim já me faz derreter por dentro.

E isso que mas odeio quando me apaixono, me contento com pouco. Não preciso que grites aos telhado que me quer, basta que me sussurres no ouvido enquanto me abraça, não acredito em amores ou juras gritadas, essa coisas são pra sussurrar. Não preciso que me cubras de presentes contanto que me dispas dos meus medos e me cubras com teus beijos. Não preciso que me protejas do mundo, só que me abraces forte, porque assim eu não terei medo. Não quero que me jures eternidade, felicidade, ou um amor do tamanho do mundo, só preciso de que quando estejas comigo, estejas de corpo, de alma, que sejas inteiro.

As vezes torço pra que me decifres, em outros momentos quero ser só incógnita e te ver perplexo ante mim. Nem sempre entendo o que tu queres, acho que nem você entende o que eu quero. Deve me achar doida e talvez eu seja, já que entrei em um jogo arriscado, de apostas altas sem nenhum "às" na manga, sem nenhum rei ou dama que me acompanhasse.

Sei que vou perder, não tenho nenhuma esperança de ganhar, e me questiono intimamente o que seria ganhar ou o que seria perder. Me pergunto se te ter aos meus pés me jurando amor seria ganhar, e acho sinceramente que não. Ganhar pra mim seria os dois rendidos um ao outro, perdidos. Ganhar seria desistir do jogo. Perder parece mais fácil. Nem eu e tão pouco você teríamos que abrir mão do orgulho ou da vitória.

Você se adaptaria a uma outra vida, uma outra história. E eu também. Com certeza encontraria alguém que facilmente se rendesse aos meus caprichos, alguém que me juraria amor toda manhã e todo o fim de tarde, mas eu não me convenço com palavras. Esse alguém me trataria como a princesa que eu não sou, e por isso seria tudo mentira.

Meu problema talvez seja essa mania de procurar alguém que não existe. Alguém que seria capaz de saber todos os meus defeitos, que não me visse como anjo, que não me visse como uma princesa. Alguém capaz de rir dos meus tombos comigo e me ajudar a levantar. Alguém capaz de ir comigo pra lua, pra barra ver o mar, sem razão sem motivo, só porque eu quero e ele também, só pra ficar junto. Alguém capaz de me puxar pra terra firme quando eu caiu de cabeça em meus devaneios. Alguém que mesmo conhecendo meu lado negro, conseguisse ver qualidades em mim.

Sabe, alguém que amasse a menina em mim, mas sem deixar de desejar a mulher. Alguém que entendesse a louca ou então curtisse os momentos de loucura com ela. Alguém que num abraço acolhesse a plebéia, que desse juízo a moleca levada. Alguém que me amasse entre as mil faces. Alguém que mesmo sem dizer te amo, me acordasse de manhã só pra dizer " oi, você dormiu bem?", eu diria "sim , sonhei com você..." e nós riríamos.

Devo ser tonta mesmo, poque não acho que você seja esse alguém. E me pergunto porque penso tanto em você. Não entendo porque tá de noite e eu estou aqui agoniada pra ouvir sua voz e o telefone não toca. Amo o fato de você não ter me feito nenhum a promessa, assim quando for embora, não terá quebrado nada dentro de mim, você não terá quebrado sua palavra.

Fiz um inventario sobre você, nele consta sua cor preferida, sua banda, sua música, seus amores, alguns segredos seus, consta principalmente seus defeitos, gosto deles. Gosto de saber que você não é perfeito, que você não é um príncipe (com encanto e nem sem encanto). Você é humano como eu , você tem medo como eu, sonhos, desejos, fome e sede.

Me torturo as vezes quando penso na possibilidade de você estar com outra, eu quase enlouqueço. Quando penso que aquele "beijo", você pode estar ofertando a outra, com as mesmas palavras com que me ofereceste. Não é por ciume, é porque eu não desejo outro alguém como desejo você hoje, agora ( não sei do amanhã, não te prometo eternidade, não te prometo nada, só a minha constante metamorfose, só a sinceridade que às vezes vai te machucar). Quando te beijo, eu beijo só você, te beijo com minha boca, minha vontade, meu abraço, meu corpo, meu pensamento.

Engraçado é que era pra ser brincadeira, uma manhã e uma tarde e nada mais, depois adeus e tchau. Era meu plano perfeito. Não sei que merda deu errado pra eu ter me apaixonado por você. Quando você disse que tinha chances de se apaixonar por mim, fui ao paraíso e ao inferno num único instante. Toda a chance é só uma probabilidade. Quando se joga dois dados (e eu jogo muito) é muito fácil dar sete, a logica diz sete, e mesmo assim pode dar tudo menos sete. Você se apaixonar por mim não é nem sete, e não é baixa estima é analise de caso. Mas eu queria que os dados caíssem, que a roleta parasse, queria Royal Straight Flush na mesa, queria gritar bingo.

Podia fingir ser alguém por quem você certamente se apaixonaria, mas não quero uma farsa. Pra ser sincera, somos opostos eu de um lado e você do outro, e não estou brincando com aquela velha história de que opostos se atraem, estou dizendo que somos peças que não se encaixam. Estou dizendo que somos diferentes, que você não se encaixa nos meus planos assim como provavelmente eu não me encaixe nos seus. Minha razão diz isso, mas lá no fundo queria que se explodissem todos os planos, queria outros planos, queria que o momento do nosso beijo fosse pra sempre. Ai! as tolices que eu quero, mas como eu quero!!!

Sabe esse é meu diário secreto, se você lesse entenderia. Alguém talvez leia, uns vão achar bonito, outro vão achar tolices (até eu quando ler posso achar isso a maior tolice que já escrevi) , não me importo eu precisava dizer.

muitobemacompanhado.com

Gente tó mandando circular...kkk
É a coisa tá feia pra mim, tenho muitas coisas pra botar em ordem e pouco tempo. Por isso tenho lido mais do que blogado, o que pra mim é triste - já que tenho lido menos do que lia quando blogava.

Hoje o que tenho pra vcs é uma referencia ao blog "Deus, salve a Rainha", é uma critic a aultima revista da veja, muito legal.

Petisco pra vcs:
"Para compreender os segredos das redes sociais, em primeiro lugar, a velha mídia tem que deixar é de ser velha." (Bruno Mendonça)

Tenho MEdo do Rei!!!

Eu também! È serio quando li o post das monas, fiquei arrepiada. O que o tempo fará conosco? Exato somos só uma interrogação no meio de outras mil. Hoje eu sou a garota moleca que se diverte na net, que escuta música, que curte esportes, que ama ver pessoas, apaixonada por livros, mas e amanhã? Será que eu vou ser uma professora chata que nem algumas que eu tive? Será que eu vou crescer e me tornar tudo aquilo que fui oposto e contradição? O que nós seremos amanhã? O rei me dá medo Porque me joga isso na cara....

Leiam o post das mOnas... bjo gente


Ps: esses dias tó mais indicando do que escrevendo, entendam final de semestre gente, tó muito atrapalhada, bjos

Andando no blog do NEpo...

Achei esse post, muito massa... bjos leitores!!!
é isso mesmo tó mandando vcs irem passear lá no Nepô..kkk (já sabem o esquema, embarquem na imagem...)

Salve a Rainha

Salve a rainha é um blog que tenho lido por esses dias, ele tem umas perolas que valem muito apena, esse ultimo post sobre o twitter é bom pra se pensar...
PS: klique na imagem... bjos

Trechos do meu ensaio sobre leitura

 Quando me propus a escrever sobre leitura, me propus a escrever em suma sobre o desenvolvimento de possessões, posto que a leitura, como coloca Rubem Alves em um de seus textos – principalmente a leitura em voz alta –, é quando o leitor esta possuído pelo texto. Muito se diz sobre o ato de ler, talvez por ser prática intimamente ligada com as questões de status social, mesmo nas camadas mais pobres, por exemplo, a leitura tem um lugar de destaque. No Brasil apesar dos dados estatísticos, afirmarem que somos um país de analfabetos, outros dados estatísticos afirmam que apesar da sofrível capacidade de leitura estamos entre os que declaram o maior gosto pela leitura.
A importância da leitura para nossa sociedade transcende o saber ler uma placa, um anúncio, uma bula. Todo o desenvolvimento científico esta baseado na troca de informações, uma troca documentada e transcrita em forma de código, no entanto valorar qual dos dois aspectos da leitura é mais importante para sujeito é uma questão complexa.

A professora Magda Soares afirmou em uma entrevista que o domínio da tecnologia (que é aprender a codificar e decodificar) e o uso desta, não estão dissociados, para a entrada no mundo da escrita. Ainda em um de seus livros critica o fato de se negar à criança o livro esperando que primeiro ela aprenda a decodificar.

Nesse contexto, escola muitas vezes aparece como um lugar importante para o primeiro contanto com o mundo da escrita. No entanto não comparece como espaço responsável por estratégias que facilitam a formação de leitores. Aqueles que ultrapassam o período de alfabetização, ainda terão que sobreviver às fáticas aulas de literatura, digo fáticas pela forma com que a literatura é apresentada, Rubens Alves no texto que já fiz referencia coloca: “Se os jovens não gostam de ler é porque nunca ouviram a leitura feita por um possuído”.

O que vemos hoje na escola, são duas práticas ante o livro que o torna tão pouco aprazível. A primeira ocorre ainda muito cedo na vida escolar e a “divinização” do livro, se faz crer que livro é algo tão fora do contexto da criança que muitas vezes torna difícil a incorporação deste por ela. O segundo e mais comum é a “mania interpretativa”, tudo no texto deve ser decifrado, anula-se o prazer de ler pela insistência de uma interpretação que muitas vezes encalha no disparate, ou ainda o uso da leitura só como respaldo para o ensino de gramática. O que se sucede nas aulas de literatura é um “fatiamento” didático, é uma imposição brusca de algo que deveria proporcionar um dialogo entre autor e leitor, entre gerações, entre ideias.

Claro que de modo algum devemos cair na utopia de que todos devam gostar de literatura, de que todos devam sentir prazer em ler um texto de Machado. No entanto como a leitura é uma prática social complexa a escola não deve simplificá-la e descaracterizá-la e nem muito menos ignorá-la. E isso segundo o próprio PCN significa trabalhar a diversidade textual na complexidade com que são apresentados fora da escola, ou seja, aprender a decodificar textos que nada dizem não cumpre com a formação de um leitor capaz de entender a finalidade comunicativa de um texto.

Hoje no que se vê de literatura infantil nota-se um empobrecimento do texto na tentativa de aproximar o texto das crianças, ao envés de aproximar a criança do texto. Se observarmos os desenhos animados, aos quais essas mesmas crianças assistem, veremos que eles não são empobrecidos em termos de narrativa, nem de trama, nem de problemática, ou conclusão e muito menos na construção do personagem e as crianças entendem, porque o livro, o texto seria diferente? Mesmo com a imagem e a palavra falada, a criança parte do que conhece para compreender (assimilar) o que não conhece. Como o próprio PCN coloca: “As pessoas aprendem a gostar de ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura”. Desse modo, oferecer textos a criança, textos de qualidade tanto estética quanto em nível de conteúdo é um dos pontos mais relevantes para a formação de um leitor.

Carta pra mim mesma - (A.C.Lima)

Nunca senti meu coração doer tanto como ele está doendo agora. Quero gritar, mas meu grito não sai inibido pelo amor que tenho as pessoas que me cercam. Estou enloquecendo e tudo que quero é chorar. Dentro de mim sempre houve uma guerra, e eu sempre achei ter certeza de que lado estava, hoje não sei mais. Quero questionar meus valores, quero questionar a vida que vivi até agora.


Tenho tantas perguntas que ninguém me responde. Nunca fui quem quis ser, nem pra bem nem pra mal. Nunca odiei com o empenho que quis odiar, e embora tenha amado e amo com vontade tenho a sensação de o meu amor sempre está em falta. Não me reconheço no espelho, é como se esse corpo não fosse meu corpo e nem essa alma minha alma.


Tudo em mim se confunde e nem eu me acho mais. E ninguém entende isso, também não pretendia que entendessem. Não quero o Céu por medo do Inferno, não quero o certo por medo de ser retalhada pelo errado, e todo o meu querer é fraco em desejar, e o meu desejo é inrracional demais pra se ponderar...


Sempre fui racional, sempre cauculei e ponderei as melhores soluções, hoje até a minha razão tá repartida. não sei quem sou, não sei o que quero, não sei se vou descobrir, todas as minhas certezas se tornam tremulas como uma fotografia mal tirada. Sei que Deus existe, sei que meus pai me amam. Só não sei mais o que quero, ou melhor sei qu eagora só quero chorar, eu choraria em cima do teclado, mas não posso teria que responder porque choro e eu não sei bem ao certo porque.


Tem uma guerra dentro de mim, sou eu contra eu . E mim ser só uma criança assustada numa area de bombardeio, queria ter asas pra voar. Como posso esperar que alguém me entenda se nem eu estou me entendendo? Mas mesmo quando eu tinha resposta pra tudo, certeza de tudo, e conhecia muito bem as perguntas, ninnguém me entendia.


Estou ficando louca! Só pode ser, isso é um pesadelo e amanhã eu vou acordar e o mundo vai fazer algum sentido. Cadê meu norte, cadê minha ancora, cadê eu, principalmente eu.

O que me Importa se o Rei do POP morreu?

Não me entendam mal! Mas não sei o que me importa se Michael Jackson morreu?

Ele dançava, Ele cantava, Ele era Rico, Viveu bem, Comeu bem, Se divertiu...., e Eu KIKO COM TUDO ISSO?

Não sou insencível, só que quandro abro a pagina da uol, da terra, de qualquer site, fico sabendo da morte de varias pessoas, quando vejo o noticiario vejo mil casos de crianças violentadas, de violência gratuita, vejo gente morrendo de fome na Africa, vejo aqui mesmo na cidade gente durmindo debaixo de marquise, tudo bem sei que não estamos falando de pobreza e violencia, afinal ele era o Rei do POP!

Bom, e a avó da minha amiga era a rainha do bolo de fubá, morreu do coração e nem notinha no Jornal saiu?

Não tenho nada contra Michael Jackson, era realmente um grande dançarino e um grande músico. Mas ao meu ver se vamos chorar a morte de alguém e dizer que sentiremos saudades é porque antes de tudo era um ser humano. È Jackson foi uma época, uma era da música... a música vai sentir falta dele, como sentiu falta de Elvis, como sentimos falta  de Elis e Jobim, ou como sentimos falta de Morzat,  como sentimos falta...


Sei lá o que me irrita, é essa adoração desmedida a alguém que foi só um homem. Ou alguém acha que ele não tinha dor de barriga, seus dias de tempestade, fome, frio, não sentia solidão, alegria, ódio, fúria, desejo, medo..., que ele não engordava e emagrecia, não soltava gazes, não ria de piadas, não detestava, ELE ERA HUMANO e humanos morrem, uns cedo outros tarde! E isso não significa que não sentiremos falta de muitos humanos que morrem, sinto falta de amigos muito chegados que morreram e nem por isso esqueço suas fraquezas, seus defeitos, e suas qualidades, e tudo o que foram pra mim.

Morreu, Faleceu, Bateu Continencia na caixa, virou presunto, comida de verme, esticou as canelas, zé fini, comeu capim pela raiz, vestiu o ultimo terno, entrou na caixa, virou história, Deu o ultimo suspiro, foi conversar com são pedro, vestiu a camisola, SEGUIU O DESTINO DE TODOS OS HOMENS tornou ao pó de onde venho. THE END....

Ideias tortas?

Depois que li uma  serie de e-mails sobre o Tabuleiro Digital, só noto os extremos, Foi um e-mail de Bruno deu um  meio termo interessante a discussão e serie de ideias meio tortas a minha cabecinha...

Estar na Escola não é estar incluido, nossa cultura supervaloriza a escola. No entanto os investimentos em uma escola realmente boa (entenda-se boa como um lugar onde se pode desenvolver talentos, produzir conhecimentos, artes, desenvolver a critica a cidadania, etc...etc...), não sou muitos.



Acho sim que crianças deveriam estar na escola, mas acho ingenuidade pensar  que os meninos do TD não estão na escola por causa tão somente do TD... - ká entre nos a cidade de Salvador tem muitos lugares que favorecem a ato de filar, vamos fechar também as praias, shoppings, cinemas, praças, lan house, etc? vamos, não?!! Então vamos estabelecer horarios pra tudo isso? Há também não pode... que pena  então fechem o TD , e eles vão continuar filando. Nos afastemos e lancemos todos ao Deus dará como bons samaritanos e puritanos expulsando-os da faced para que eles corram para dentro da escola, só que não é pra lá que eles vão ir.....
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Sabe acho que dentro da faced eles poderiam pelo menos ter uma ideia do que é educação, solidariedade, formação critica, inclusão , sonho..., Não sou hipocrita, pra não admitir que já tive medo deles.. medo mesmo de não ficar no andar sozinha (sempre sai tarde da faced e chego muito cedo), medo do que eu não conhecia e a partir do momento que comecei a conversar com eles, o medo passou, não são meninos "perdidos", são só meninos, crianças  e adolescentes, que precisam de orientação - mas não uma orientação ditadora, e sim uma voz amiga que aponte caminhos e rumos que devova-lhes a sensação de que são gente de que podem ser, de que podem conquistar sonhos - , de serem tratados como gente, trate cidadões como cidadões e eles se comportaram como cidadões.




Já vi gente chegar no TD dizendo: Sai moleque agora é minha vez, vc só tá jogando e eu tenho que ver meu orkut... Gente que faz parte da torre de marfim que tantos exaltam, isso mesmo graduandos e outros... se eu chegasse pra algum desses ilustres graduandos e falasse : sai dai moleque que eu quero ler um e-mail e vc só tá no orkut! Cara no minimo iria ser um bafafa e iriam me chamar de MAL EDUCADA, DE GROSSA, DE ESTUPIDA... Mas quem não tem sido grosso, estupido, mal educado com os meninos do td, mas quem se importa são só meninos que filam aula, nem gente são...

Desculpem acho que já me demorei muito... bjos a todos e esperam que não se sintam ofendidos, mas sabe começo achar qu eminha ideias não são tão tortas assim!!!

E vc?

Absurdo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Cara tó chocada com a noticia...
Cara se forem me processar por baixar música vão levar calote, CALOTE!!!

Análise comigo, é muito mais provavel vc comprar um cd que vc conhce e gosta (seja pra uso seja pra presentear) do que um disco cintilante cujo o conteúdo nem se sabe ao certo o que tem dentro...
Eu amo música, mas essa me doeu no júizo....

aff... coisa de doido essa... leia a máteria e vc vai entender: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u583288.shtml

Vamos Rir

Só pra DESCONTRAIR

Odeio-te

Você me disse tudo que eu precisa ouvir,Tudo que era certo, tudo que era fato,
tudo que eu sabia que você iria dizer.
E das coisa que eu odeio em mim, é essa necessidade de cartas na mesa, de pagar pra ver, mesmo sabendo que todas as boas cartas do jogo não estão comigo. Odeio essa necessidade mórbida de sempre saber. Odeio não ter as respostas, e Odeio mais ainda não prever as perguntas.
Odeio essa mania de ser sempre a boa menina, odeio ...
Odeio essa racionalidade em que existo, odeio a raiva que eu tó sentindo, Odeio saber que sabia e mesmo assim  fui pro lado errado na estrada. Odeio todas  as mil perguntas que tinha e que tenho sobre você. Odeio essa incerteza que você me causa, só não posso negar que isso me atrai, mas ainda assim eu odeio. Eu grito que Odeio!!! Grito pra não engolir, pra não me engasgar, pra não chorar...
Odeio sempre saber o que esperar... odeio ficar esperando. Odeio odiar e talvez isso seja o que mais odeio. Por isso agradeço por ter certeza que nenhum desse motivos é realmente a razão de hoje eu estar a odiar. O que Odeio hoje é você não estar aqui, e por ter quase certeza que não vai estar amanhã, então digo que te Odeio mas odeio mesmo é a tua ausência...
" A negatividade que se encontra em todas as coisas é o prelúdio necessario à realidade delas. è um estado de privação que força o sujeito a procurar remédio. " (Marcuse,1988)

PRECONCEITO Linguistico

O anexo do livro Preconceito lingüístico de Bagno, nada mais é do que uma brilhante síntese de tudo que já foi posto ao longo do texto do livro, colocado em outras palavras à carta a revista VEJA escrita por ele condensa pontos relevantes que foram discutidos.

O primeiro desses pontos – talvez o principal do texto – é o preconceito de alguns ante o reconhecimento da lingüística enquanto ciência. Principalmente, segundo o autor, pelos meios de comunicação que favorecem aqueles arraigados defensores da gramática tradicional, não oferecendo um espaço semelhante para que os lingüistas apresentem respostas a esses. Seguindo sua argumentação o autor aponta para a falta de embasamento desses gramáticos quando demonstra que esses preferem a atacar a ciência ao envez de apresentar argumentos lógicos e fundamentados para suas criticas.

Um outro ponto interessante do texto é quando, citando o PCN, colocasse em cheque-mate o mito de que no Brasil fala-se uma única língua, ou seja, se isso é reconhecido em um dos documentos mais importantes da educação no que tange a currículo e conteúdo, porque tanta ênfase de alguns para desacreditar a lingüística enquanto ciência? Essa pergunta é respondida pelo autor mais adiante quando no fim do texto apresenta que o conhecimento mecânico da doutrina gramatical se transformou em instrumento de discriminação e de exclusão social. Desse modo, tirar o status quão dessa gramática normativa no mínimo balança o poder de um grupo seleto.

Um trecho muito engraçado quando se trata da “língua culta”, o autor invoca a voz daqueles que de certo modo podemos considerar nomes de peso da nossa literatura para dar replica aos aplaudidos guardiões da velha gramática, do mesmo modo que apresenta também a forma de escrever da própria imprensa que dá voz a esses guardiões.

Por fim, apresenta qual o papel que o ensino de língua portuguesa deve se prestar nas escolas, afirmando que deve ser ao ensino da norma-padrão, ratificando que o que não se deve fazer e moldar a língua falada conforme a escrita, ou seja, sujeitar a língua falada a representação dela. Colocando ainda, fundamentado em Magda Soares, que o conhecimento da norma-padrão é direito também das camadas populares, pois é um instrumento para participação política e a luta contra as desigualdades sociais. E usando ainda de outro argumento para o ensino da norma culta coloca:



Uma resposta concisa e rápida seria: devemos ensinar a norma-padrão. Já que só se pode ensinar algo que o apren­diz ainda não conhece, cabe à escola ensinar a norma-padrão, que não é língua materna de ninguém, que nem sequer é língua, nem dialeto, nem variedade, como enfatizei acima. Ensinar o padrão se justificaria pelo fato dele ter valores que não podem ser negados — em sua estreita associação com a escrita, ele é o repositório dos conhecimentos acumulados ao longo da história. Esses conhecimentos, assim armazenados, constituiriam a cultura mais valorizada e prestigiada, de que todos os falantes devem se apoderar para se integrar de pleno direito na produção/condução/transformação da sociedade de que fazem parte.”


Em suma a carta de Bagno a Revista veja é um anexo, além de importante, interessantíssimo já que apresenta pontos extremamente relevantes sobre a discussão do ensino da língua portuguesa.

Quem tiver interesse em ler o livro ele esta dispónivel em  " ebaH! eu compartilho.", faça o cadastro rapidinho e não fique só nesse texto tem outros.

substituição ou aprimoriamento?

Estava escutando Monalisa de Pijamas, - me pergunte se isso é acadêmico, vá pergunte, te respondo na lata que a academia não é uma torre de marfim e nem detentora de todo o saber... pois é - sobre o futuro.

O que pensavamos e o que não pensavamos sobre o futuro, cara legal... estamos em 2009 e o mundo não acabou, eu não ando voando, não tem teletransport - o nosso sistema viário continua uma droga-, e as filas ainda existem.


Por fim o futuro não é mais como antigamente!!!

Mas tem um trecho que me fez lembrar algo que já falamos, as tecnologias se substituem ou se aprimoram?

Escutem, - principalmente dêem risadas, faz bem pra saúde - depois discutimos...

PS: o link roda na internet, mas pra baixar vem , e aproveita e curte o site.!!!
PS2: recomendo tbm os podcasts do Jovem Nerd.

Inocencia - A.C.Lima

Roubaram de mim
no dia que nasci
Roubaram de mim
quando me mostraram
o certo
e o errado
cada um do seu lado bem guardados
-bem catalogados-
Quando me mediram
e pesaram
com suas justas medidas
e nelas eu não cabia

Tiram de mim como quem extrai
da siringueira
o liquido branco,
mas não apagou o meu passado.

Não foi um furto
Foi roubo
a mão armada
foi teu rosto no meu rosto
foi no espelho meu ego errado
Roubando de mim
Por isso não posso alegar inocência
Mas, me permitas as reticências

Passeando pela blogsfera

Nepôsts – Rascunhos Compartilhados tem sido um dos meus lugares preferidos na net, tem coisa pra ler, coisa pra pensar, e uma ilustração pertinente ao assunto... é um ambiente muito agradável.

O post de hoje tem alguns pontos que realmente me interessaram, segue a reflexão sobre eles ( tá ai um apalavra legal, reflexão!!! significa se dobrar sobre, a ação já foi feita é pensa-lá, coisas a se pensar).


"Cheguei, depois de muito refletir, que Matrix não é um lugar, mas um estado de espírito."

"Não há um prisão fora, mas dentro de nós."

Coisa de doido!!! Mas verdade, a varias formas de interpretar o que ele diz, mas pra mim é obvio a interiorização da norma... A coisa é tão bem feita que muitas vezes é extremamente dispensável a repressão externa, a coisa vem de dentro.

"E não conseguimos saber, aonde começa a grade e onde começamos nós."

Então não temos vontade própria? Estava discutindo isso com uma amiga no ponto de ônibus hoje manhã ( debaixo d chuva diga-se de passagem), sobre a questão da liberdade - acho que por isso o texto de Nepo me chamou tanta atenção - , mas especificamente Skinner e o mito da liberdade.

Como já escrevi em outro post  vivemos em um mundo que sempre beira a liberdade mas nunca alcança, é como se fossemos portadores de um ancora que nos amarra nesse modo de viver... Não acho que seja uma matrix, é algo mais estranho... É desejar a liberdade sempre, e se amarrar a coisas e consensos. Como me falava minha amiga, " A liberdade é perigosa, o individuo que se define como livre deve assumir por completo as conseqüências de seus atos, muitas vezes - mesmo com a usurpação do mérito - é mais comodo ser privado da liberdade, se der algo errado a culpa é do outro." Nesse impasse é muito mais fácil reproduzir do que criar.

Com o mesmo final de Nepo:
"Tentar viver fora de Matrix não é fácil.
Mas, pelo menos, é interessante.
Concordas?"

Às vezes concordo, as vezes é necessário pegar o telefone parar dentro dela pra fazer uns lutinhas básicas.... afinal tem muita gente interessante que ainda morra dentro dela....

CHOVO - (A.C.LIMA)

CHOVE CHUVA
CHOVE EU
CHOVE O MUNDO
CHOVE O OCEANO TAMBÉM
CHOVE E INCOMODA ESSE CHOVER

SE CHOVO CALMAMENTE
SE CHOVO DE FORMA BRUTA
SOU IMPERTINENTE
SOU INCONSEQUENTE
SOU TUDO QUE VOCÊ
NÃO CONSEGUE SER

SE NÃO CHOVO
RECLAMAS!
ME ACUSAS DE COISAS
QUE VOCÊ DESEJAVA FAZER
CONJUGO MEU CHOVER
INDIFERENTE AS REGRAS
QUE VOCÊ ME OBRIGA
A DESOBEDECER.

TV

Quem nunca assistiu CHAVES?
Era fã, sou fã.....

Tava vasculhadndo o Charges.com e achei um acharge de 2005, muito boa sobre esse programa...
mas legal mesmo é a critica a o que se passa na televisão hoje... tem muita coisa pra se pensar...

SeXta e ciNEma sem PIpoCa

Blogueiros e blogueiras... estou de volta...
O tempo tá corrido por isso demorrei, mas tó aqui.

Essa semana não teve Jadim de São Lázaro, foi uma frustação - gosto d emais daquele lugar -,mais vamos que vamos.

Mesmo sem meu recanto, tive uma aula muito boa de Psicologia Social, foi quase uma sessão cinema. Discutimos  "A maquinaria", porque obedecemos, porque nos sujeitamos, porque nos conformamos, porque??????  Foram trechos de Cinco filmes fenomenais, classico.

1° METROPOLE :
2° O TRIUNFO  DA VONTADE:
3° CORAÇÕES E MENTES:
4° TEMPOS MODERNOS:
5° SURPLUS:


 São cenas encantadoras, fazem pensar. Tempos modernos nem se fal aé o filme perfeito ( um dos meus preferidos). Num primeiro momento podesse considerar que não exista nenhum nexo entre esses titulos, mas a presença da ordem, da relação homem maquina, da sujeitação é marcante em todos eles. Em Triunfo da vontade, apesar de não aparecerem muitas maquinas, a ordem nazista é mostrada tão enfaticamente como a ordem operaria presente nos outros filmes - Faz pensar o que fez com que fizessem o que fizeram? Eu não sei! - , mas Corações e mentes me chocou, CARA!!!, que guerra foi aquela - Tem uma cena em especial que faz ter ansia de vomito, um engravatadinho dizendo que na cultura oriental não se dá tanto valor a vida quanto na ocidental - em outras palavras eles não se importam em morrer, e tome-lhe bomba, e tome-lhe naplan - (PANAC... o decoro não me deixa terminar.).

Isso tudo sempre me faz pensaar em uma coisa, QUAL O PAPEL DO INTELECTUAL? QUAL O PAPEL DO EDUCADOR? QUAL O PAPEL DO SUJEITO POLITICO? QUAL O PAPEL DO POVO?

" Eu tó aqui pra que? será que pra aprender? ou será que pra sentar, me conformar e obedecer?".

Cenas dos filmes: Surplus, Tempos modernos
 Música de LULU SAnTOS

Até a proxima

Retrato -A.C.Lima

Muitas vezes não sei
Se é o retrato que me olha
ou se eu que olho o retrato

Ambos chamo de eu

São os mesmos olhos castanhos
Isso é fácil de provar
Mas os de hoje te incendeiam
E aqueles (talvez) fizessem amar

São os mesmos cachos de acácia
O comprimento é que mudou
Mas não o enrolar

São as mesmas mãos
- tenho as digitais pra provar -
As mesmas cicatrizes
Nas mãos levadas que gostam de brincar
Nas mãos que habilmente sabem provocar

Quando olho o retrato
Olho assustada
Será que é ele que me olha
Assombrado pelo que sou
ou sou eu que tenho nos olhos o terror
por saber o que a menina se tornou?

Vivo, Amo , Sonho, Tento- (A.C.LIMa)

Eu vivo,não somente existo.
Eu amo, não somente me apaixono.
Eu sonho, não somente planejo.
Eu tento, não desisto no primeiro muro. (A.C.LIMa)

Não

Não sou um anjo mais também não sou o Inferno...
Não sou uma princesa, mas não importa não quero o principe...
Não esqueço, mas posso sempre perdoar...
Não posso ser sempre, mas posso deixar você pensar que posso...
Não quero ter, se que você queira ...
Não quero ouvir que você me ama, e depois te perder
Não posso fingir ser o que não sou pra te agradar
Não, não e não

Se, Só Se - (A.C.Lima)

Se você procura o anjo
Você não vai encontrar
Se você procura só a mulher
acredite-me ela morde e machuca
Se você procura só a menina
creia-me ela pode te enlouquecer
Se você procura um ombro
saiba que esse ombro também pode precisar de você
Se você procura o pássaro
esse existe, mas esta sempre a voar
Se você procura a louca
Eu a internei dentro de outra
Se você procura qualquer coisa
que seja exclusivamente uma
única coisa
Vá embora, Você venho ao lugar errado

Só permaneça, Se
você agüenta a mordida
Só permaneça, Se
podes e queres enlouquecer
Só permaneça, Se
tens bom um humor pra peraltices
um ombro disposto a acolher
Só permaneça, Se
gostas do vôo
Só permaneça, Se
não vais querer ajuizar a falta de juízo
Só permaneça, Se
como eu você quer tudo e sempre mais

Então eu serei teu anjo e você a minha paz

14 bis

Na minha ronda diária pelos blogs encontro coisas bem interessantes, embora ultimamente tenha ficado muito triste padecendo do mal de todo blogueiro "a falta de freqüência" de nossos companheiros, mas hoje achei uma coisa massa blog da são paulina Sule, Times a parte, dá pra sair é coisa de um paragrafo que ela simplesmente fala de uma aula (postagem boa é assim,kkk, nos provoca o pensamento com coisas simples). És a minha relíquia do dia 14BIS

Mas tarde eu continuo a reflexão....

Perdão Lubélula - (A.C.Lima)

Dedicado a uma libélula Incomum, por isso
a chamo Lubélula...
Com amor e carinho



Perdão linda lubélula
Perdoe minha incapacidade
de possuir-te
Podia ter-te pelo breve tempo
e ser por isso teu
Mas apressado foi meu coração
e quis imortalizar o efêmero momento

Na tua revolta a minha postura
voou pra longe
Sem Adeus e sem até mais

Perdoa lubélula
o meu desajuste
Não sei amar

É a mania humana
de querer fazer imortal,
eterno
Aquilo que deve e deveria
Em um dia terminar

Se tu me punes
me deixando
Saiba que estas com a vida
me ensinando
A viver cada segundo
com a presença de mil anos
A viver cada ano
com a noção de que são meros
Segundos.

Tó indo embora - A.C.Lima

Como acertava o contrato
e pelas regras do trato
Preciso me despedir
despida da pretensão
de esquecer
mas Ciente de que
se torna perigoso
permanecer
Fecho as cláusulas do acordo
e parto.
Parto ao meio a vontade
parto ao meio

Pedaços sempre ficam
Por favor se eu os esquecer nos teus pertences
mande devolver
você sabe o endereço.
você não precisa responder...
Antes do pior
Antes da quebra da cláusula magna...
- talvez magma -
comunico que tó indo embora

O que escorrega da pele - A.C.Lima

Eu já não quero a poesia dos dias frios
Eu já esqueci as notas que regiam a canção

Se é maio já não me lanço na solidão
Se chover te dou a mão
Não posso te proteger,
mas fico com você
Se doer a gente chora
e amanhã resolve o que faz com a ferida

Não tenho mas pressa
já não me importo com a hora
Se é curta a vida
Por que o teu olhar demora?
Se é curta a vida
Por que a minha pele você apavora?

De tudo, se sobrou o medo
Medrosos meus olhos procuram teus olhos
Se tu me lanças no ar
- e as vezes desconfiu
que a queda será fatal, vai ser pra matar -
Penso que tenho asas
e escondo o meu medo
fingindo não me importar

E quando o corpo estala
Me sinto brinquedo em tuas mãos
E se a tua mão demora
é a vontade que estala e não quer passar
E quando é teu cheiro
que me embreaga
penso em demorar
em saborear
mas fujo com medo de viciar
de me acustumar
Por isso sempre vou embora
Jurando pra mim mesma não voltar.

Mas devagar
o que escorrega da pele
só sabe desejar

Palavra (en)cantada

Todo apaixonado por música deveria ver esse filme... Que documentario apaixonante, encantador, contagiante, provocador...

Falar de música no nosso país é algo díficil, arriscado, algo que implica em embates apaixonados. Não acredito que exista outro país em que música tenha um papel tão marcante quanto o nosso. Somos embebidos por música em nossa história e em nossas vidas - quando eu fecho os olhos e penso em um momento da minha vida tem concerteza uma música tocando no fundo que nem cinema, e isso não acontece só comigo.

Mas quando digo que díficil e arriscado me refiro, a polemica que rodeia de tão perto a música, são decadas se auto perguntando o que é música? Será que o rap de Gabriel Pensador, quando canta "matei o presidente do Braisl" é música? Será que Ana Carolina cantando que a garganta arranha por causa do azulejo é música? Pra mim estas questões é como perguntar quem é mais brasileiro o indio ou o branco - Será que ainda existe branco nesse país? -, tipo quem vem primeiro o ovo ou a galinha?

Música é música, Letra e melodia, uma emaranhado de sabores e texturas que só a música brasileira tem, algo que mexe com o corpo e com a alma... faz pulsar a alma, brinca com o intelecto, provoca o corpo.... Conta a nossa história , nossos dramas, comedias privadas, pecados e desejos, nossas lutas e alegrias de viver...

E só faz tudo isso porque é ARTE e num mundo que beira sempre a liberdade mais ainda amarrado a questões mesquinha de divergencia pela cor da pele, pela grana no bolso, pelo diploma na mão, somente a liberdade do artista é que consegue realmente alçar a liberdade... porque um artista tem asas e um espirito que sabe voar...

"Pois é então fica o dito e redito por não dito" e vocÊs vão ver o filme como se eu não tivesse dito nada...

TRAILER



SINOPSE