O primeiro desses pontos – talvez o principal do texto – é o preconceito de alguns ante o reconhecimento da lingüística enquanto ciência. Principalmente, segundo o autor, pelos meios de comunicação que favorecem aqueles arraigados defensores da gramática tradicional, não oferecendo um espaço semelhante para que os lingüistas apresentem respostas a esses. Seguindo sua argumentação o autor aponta para a falta de embasamento desses gramáticos quando demonstra que esses preferem a atacar a ciência ao envez de apresentar argumentos lógicos e fundamentados para suas criticas.
Um outro ponto interessante do texto é quando, citando o PCN, colocasse em cheque-mate o mito de que no Brasil fala-se uma única língua, ou seja, se isso é reconhecido em um dos documentos mais importantes da educação no que tange a currículo e conteúdo, porque tanta ênfase de alguns para desacreditar a lingüística enquanto ciência? Essa pergunta é respondida pelo autor mais adiante quando no fim do texto apresenta que o conhecimento mecânico da doutrina gramatical se transformou em instrumento de discriminação e de exclusão social. Desse modo, tirar o status quão dessa gramática normativa no mínimo balança o poder de um grupo seleto.
Um trecho muito engraçado quando se trata da “língua culta”, o autor invoca a voz daqueles que de certo modo podemos considerar nomes de peso da nossa literatura para dar replica aos aplaudidos guardiões da velha gramática, do mesmo modo que apresenta também a forma de escrever da própria imprensa que dá voz a esses guardiões.
Por fim, apresenta qual o papel que o ensino de língua portuguesa deve se prestar nas escolas, afirmando que deve ser ao ensino da norma-padrão, ratificando que o que não se deve fazer e moldar a língua falada conforme a escrita, ou seja, sujeitar a língua falada a representação dela. Colocando ainda, fundamentado
Uma resposta concisa e rápida seria: devemos ensinar a norma-padrão. Já que só se pode ensinar algo que o aprendiz ainda não conhece, cabe à escola ensinar a norma-padrão, que não é língua materna de ninguém, que nem sequer é língua, nem dialeto, nem variedade, como enfatizei acima. Ensinar o padrão se justificaria pelo fato dele ter valores que não podem ser negados — em sua estreita associação com a escrita, ele é o repositório dos conhecimentos acumulados ao longo da história. Esses conhecimentos, assim armazenados, constituiriam a cultura mais valorizada e prestigiada, de que todos os falantes devem se apoderar para se integrar de pleno direito na produção/condução/transformação da sociedade de que fazem parte.”
Em suma a carta de Bagno a Revista veja é um anexo, além de importante, interessantíssimo já que apresenta pontos extremamente relevantes sobre a discussão do ensino da língua portuguesa.
Quem tiver interesse em ler o livro ele esta dispónivel em " ebaH! eu compartilho.", faça o cadastro rapidinho e não fique só nesse texto tem outros.




0 papos:
Postar um comentário