Roubaram de mim
no dia que nasci
Roubaram de mim
quando me mostraram
o certo
e o errado
cada um do seu lado bem guardados
-bem catalogados-
Quando me mediram
e pesaram
com suas justas medidas
e nelas eu não cabia
Tiram de mim como quem extrai
da siringueira
o liquido branco,
mas não apagou o meu passado.
Não foi um furto
Foi roubo
a mão armada
foi teu rosto no meu rosto
foi no espelho meu ego errado
Roubando de mim
Por isso não posso alegar inocência
Mas, me permitas as reticências
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