Balada pra minha morte - (A.C.Lima)

Algumas baladas são tristes, e mórbidas. 

Outras são delicadas e suaves.

Algumas são pra dias de tempestade,

outras para verão fustigante.

Está é para o tempo que paira entre o passado e o presente.

Pensando nos dias vindouros

Onde palavras não mais direi

escrevo as memorias

Delírios

e coisas que desejei

Quando eu morrer

não quero flores tristes

Desejo violetas, margaridas e lírios...

Quando eu morrer

não quero que minha mãe chore

não quero que meu pai engula o soluço

quero o doce silêncio

de quando as palavras não significam nada

Quando eu morrer

não quero que esqueçam

meu pecados

não quero que me tornem

algo que não sou

perfeita! não por favor

Quando eu morrer

quero ser cinza dispersa no vento

em vida luto contra o corpo que me aprisiona o pensamento

não me encerre num caixão

Quando eu morrer

Toquem musicas alegres

Uma balada

Recitem poemas,

para as almas amadas

Quando eu morrer

dos dias felizes guardem lembranças

não quero tristezas

pois eu já não estarei triste....

São coisas pra quando eu morrer...

Agora me fale de amor.


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