Eu já não quero a poesia dos dias frios
Eu já esqueci as notas que regiam a canção
Se é maio já não me lanço na solidão
Se chover te dou a mão
Não posso te proteger,
mas fico com você
Se doer a gente chora
e amanhã resolve o que faz com a ferida
Não tenho mas pressa
já não me importo com a hora
Se é curta a vida
Por que o teu olhar demora?
Se é curta a vida
Por que a minha pele você apavora?
De tudo, se sobrou o medo
Medrosos meus olhos procuram teus olhos
Se tu me lanças no ar
- e as vezes desconfiu
que a queda será fatal, vai ser pra matar -
Penso que tenho asas
e escondo o meu medo
fingindo não me importar
E quando o corpo estala
Me sinto brinquedo em tuas mãos
E se a tua mão demora
é a vontade que estala e não quer passar
E quando é teu cheiro
que me embreaga
penso em demorar
em saborear
mas fujo com medo de viciar
de me acustumar
Por isso sempre vou embora
Jurando pra mim mesma não voltar.
Mas devagar
o que escorrega da pele
só sabe desejar
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