Estou , louca pro telefone tocar, mas não é só tocar. Quero que seja você do outro lado da linha, me dizendo "oi, tava de bobeira e pensei em você". Devo ser muito boba, mas era isso que eu queria ouvir, que você pensa em mim, mesmo que só quando está de bobeira. Claro que eu amaria ouvir que você pensou em mim o dia inteiro, que sonhou comingo, mas só ter lembrado de mim já me faz derreter por dentro.
E isso que mas odeio quando me apaixono, me contento com pouco. Não preciso que grites aos telhado que me quer, basta que me sussurres no ouvido enquanto me abraça, não acredito em amores ou juras gritadas, essa coisas são pra sussurrar. Não preciso que me cubras de presentes contanto que me dispas dos meus medos e me cubras com teus beijos. Não preciso que me protejas do mundo, só que me abraces forte, porque assim eu não terei medo. Não quero que me jures eternidade, felicidade, ou um amor do tamanho do mundo, só preciso de que quando estejas comigo, estejas de corpo, de alma, que sejas inteiro.
As vezes torço pra que me decifres, em outros momentos quero ser só incógnita e te ver perplexo ante mim. Nem sempre entendo o que tu queres, acho que nem você entende o que eu quero. Deve me achar doida e talvez eu seja, já que entrei em um jogo arriscado, de apostas altas sem nenhum "às" na manga, sem nenhum rei ou dama que me acompanhasse.
Sei que vou perder, não tenho nenhuma esperança de ganhar, e me questiono intimamente o que seria ganhar ou o que seria perder. Me pergunto se te ter aos meus pés me jurando amor seria ganhar, e acho sinceramente que não. Ganhar pra mim seria os dois rendidos um ao outro, perdidos. Ganhar seria desistir do jogo. Perder parece mais fácil. Nem eu e tão pouco você teríamos que abrir mão do orgulho ou da vitória.
Você se adaptaria a uma outra vida, uma outra história. E eu também. Com certeza encontraria alguém que facilmente se rendesse aos meus caprichos, alguém que me juraria amor toda manhã e todo o fim de tarde, mas eu não me convenço com palavras. Esse alguém me trataria como a princesa que eu não sou, e por isso seria tudo mentira.
Meu problema talvez seja essa mania de procurar alguém que não existe. Alguém que seria capaz de saber todos os meus defeitos, que não me visse como anjo, que não me visse como uma princesa. Alguém capaz de rir dos meus tombos comigo e me ajudar a levantar. Alguém capaz de ir comigo pra lua, pra barra ver o mar, sem razão sem motivo, só porque eu quero e ele também, só pra ficar junto. Alguém capaz de me puxar pra terra firme quando eu caiu de cabeça em meus devaneios. Alguém que mesmo conhecendo meu lado negro, conseguisse ver qualidades em mim.
Sabe, alguém que amasse a menina em mim, mas sem deixar de desejar a mulher. Alguém que entendesse a louca ou então curtisse os momentos de loucura com ela. Alguém que num abraço acolhesse a plebéia, que desse juízo a moleca levada. Alguém que me amasse entre as mil faces. Alguém que mesmo sem dizer te amo, me acordasse de manhã só pra dizer " oi, você dormiu bem?", eu diria "sim , sonhei com você..." e nós riríamos.
Devo ser tonta mesmo, poque não acho que você seja esse alguém. E me pergunto porque penso tanto em você. Não entendo porque tá de noite e eu estou aqui agoniada pra ouvir sua voz e o telefone não toca. Amo o fato de você não ter me feito nenhum a promessa, assim quando for embora, não terá quebrado nada dentro de mim, você não terá quebrado sua palavra.
Fiz um inventario sobre você, nele consta sua cor preferida, sua banda, sua música, seus amores, alguns segredos seus, consta principalmente seus defeitos, gosto deles. Gosto de saber que você não é perfeito, que você não é um príncipe (com encanto e nem sem encanto). Você é humano como eu , você tem medo como eu, sonhos, desejos, fome e sede.
Me torturo as vezes quando penso na possibilidade de você estar com outra, eu quase enlouqueço. Quando penso que aquele "beijo", você pode estar ofertando a outra, com as mesmas palavras com que me ofereceste. Não é por ciume, é porque eu não desejo outro alguém como desejo você hoje, agora ( não sei do amanhã, não te prometo eternidade, não te prometo nada, só a minha constante metamorfose, só a sinceridade que às vezes vai te machucar). Quando te beijo, eu beijo só você, te beijo com minha boca, minha vontade, meu abraço, meu corpo, meu pensamento.
Engraçado é que era pra ser brincadeira, uma manhã e uma tarde e nada mais, depois adeus e tchau. Era meu plano perfeito. Não sei que merda deu errado pra eu ter me apaixonado por você. Quando você disse que tinha chances de se apaixonar por mim, fui ao paraíso e ao inferno num único instante. Toda a chance é só uma probabilidade. Quando se joga dois dados (e eu jogo muito) é muito fácil dar sete, a logica diz sete, e mesmo assim pode dar tudo menos sete. Você se apaixonar por mim não é nem sete, e não é baixa estima é analise de caso. Mas eu queria que os dados caíssem, que a roleta parasse, queria Royal Straight Flush na mesa, queria gritar bingo.
Podia fingir ser alguém por quem você certamente se apaixonaria, mas não quero uma farsa. Pra ser sincera, somos opostos eu de um lado e você do outro, e não estou brincando com aquela velha história de que opostos se atraem, estou dizendo que somos peças que não se encaixam. Estou dizendo que somos diferentes, que você não se encaixa nos meus planos assim como provavelmente eu não me encaixe nos seus. Minha razão diz isso, mas lá no fundo queria que se explodissem todos os planos, queria outros planos, queria que o momento do nosso beijo fosse pra sempre. Ai! as tolices que eu quero, mas como eu quero!!!
Sabe esse é meu diário secreto, se você lesse entenderia. Alguém talvez leia, uns vão achar bonito, outro vão achar tolices (até eu quando ler posso achar isso a maior tolice que já escrevi) , não me importo eu precisava dizer.
muitobemacompanhado.com
Gente tó mandando circular...kkk
É a coisa tá feia pra mim, tenho muitas coisas pra botar em ordem e pouco tempo. Por isso tenho lido mais do que blogado, o que pra mim é triste - já que tenho lido menos do que lia quando blogava.
Hoje o que tenho pra vcs é uma referencia ao blog "Deus, salve a Rainha", é uma critic a aultima revista da veja, muito legal.
Petisco pra vcs:
É a coisa tá feia pra mim, tenho muitas coisas pra botar em ordem e pouco tempo. Por isso tenho lido mais do que blogado, o que pra mim é triste - já que tenho lido menos do que lia quando blogava.
Hoje o que tenho pra vcs é uma referencia ao blog "Deus, salve a Rainha", é uma critic a aultima revista da veja, muito legal.
Petisco pra vcs:
"Para compreender os segredos das redes sociais, em primeiro lugar, a velha mídia tem que deixar é de ser velha." (Bruno Mendonça)
Tenho MEdo do Rei!!!
Eu também! È serio quando li o post das monas, fiquei arrepiada. O que o tempo fará conosco? Exato somos só uma interrogação no meio de outras mil. Hoje eu sou a garota moleca que se diverte na net, que escuta música, que curte esportes, que ama ver pessoas, apaixonada por livros, mas e amanhã? Será que eu vou ser uma professora chata que nem algumas que eu tive? Será que eu vou crescer e me tornar tudo aquilo que fui oposto e contradição? O que nós seremos amanhã? O rei me dá medo Porque me joga isso na cara....
Leiam o post das mOnas... bjo gente

Ps: esses dias tó mais indicando do que escrevendo, entendam final de semestre gente, tó muito atrapalhada, bjos
Leiam o post das mOnas... bjo gente
Ps: esses dias tó mais indicando do que escrevendo, entendam final de semestre gente, tó muito atrapalhada, bjos
Andando no blog do NEpo...
Salve a Rainha
Trechos do meu ensaio sobre leitura
Quando
me propus a escrever sobre leitura, me propus a escrever em suma
sobre o desenvolvimento de possessões, posto que a leitura, como
coloca Rubem Alves em um de seus textos – principalmente a leitura
em voz alta –, é quando o leitor esta possuído pelo texto. Muito
se diz sobre o ato de ler, talvez por ser prática intimamente ligada
com as questões de status social, mesmo nas camadas mais pobres, por
exemplo, a leitura tem um lugar de destaque. No Brasil apesar dos
dados estatísticos, afirmarem que somos um país de analfabetos,
outros dados estatísticos afirmam que apesar da sofrível capacidade
de leitura estamos entre os que declaram o maior gosto pela leitura.
Nesse contexto, escola muitas vezes aparece como um lugar importante para o primeiro contanto com o mundo da escrita. No entanto não comparece como espaço responsável por estratégias que facilitam a formação de leitores. Aqueles que ultrapassam o período de alfabetização, ainda terão que sobreviver às fáticas aulas de literatura, digo fáticas pela forma com que a literatura é apresentada, Rubens Alves no texto que já fiz referencia coloca: “Se os jovens não gostam de ler é porque nunca ouviram a leitura feita por um possuído”.
O que vemos hoje na escola, são duas práticas ante o livro que o torna tão pouco aprazível. A primeira ocorre ainda muito cedo na vida escolar e a “divinização” do livro, se faz crer que livro é algo tão fora do contexto da criança que muitas vezes torna difícil a incorporação deste por ela. O segundo e mais comum é a “mania interpretativa”, tudo no texto deve ser decifrado, anula-se o prazer de ler pela insistência de uma interpretação que muitas vezes encalha no disparate, ou ainda o uso da leitura só como respaldo para o ensino de gramática. O que se sucede nas aulas de literatura é um “fatiamento” didático, é uma imposição brusca de algo que deveria proporcionar um dialogo entre autor e leitor, entre gerações, entre ideias.
Claro que de modo algum devemos cair na utopia de que todos devam gostar de literatura, de que todos devam sentir prazer em ler um texto de Machado. No entanto como a leitura é uma prática social complexa a escola não deve simplificá-la e descaracterizá-la e nem muito menos ignorá-la. E isso segundo o próprio PCN significa trabalhar a diversidade textual na complexidade com que são apresentados fora da escola, ou seja, aprender a decodificar textos que nada dizem não cumpre com a formação de um leitor capaz de entender a finalidade comunicativa de um texto.
Hoje no que se vê de literatura infantil nota-se um empobrecimento do texto na tentativa de aproximar o texto das crianças, ao envés de aproximar a criança do texto. Se observarmos os desenhos animados, aos quais essas mesmas crianças assistem, veremos que eles não são empobrecidos em termos de narrativa, nem de trama, nem de problemática, ou conclusão e muito menos na construção do personagem e as crianças entendem, porque o livro, o texto seria diferente? Mesmo com a imagem e a palavra falada, a criança parte do que conhece para compreender (assimilar) o que não conhece. Como o próprio PCN coloca: “As pessoas aprendem a gostar de ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura”. Desse modo, oferecer textos a criança, textos de qualidade tanto estética quanto em nível de conteúdo é um dos pontos mais relevantes para a formação de um leitor.
A
importância da leitura para nossa sociedade transcende o saber ler
uma placa, um anúncio, uma bula. Todo o desenvolvimento científico
esta baseado na troca de informações, uma troca documentada e
transcrita em forma de código, no entanto valorar qual dos dois
aspectos da leitura é mais importante para sujeito é uma questão
complexa.
A professora Magda Soares afirmou em uma entrevista que o domínio da tecnologia (que é aprender a codificar e decodificar) e o uso desta, não estão dissociados, para a entrada no mundo da escrita. Ainda em um de seus livros critica o fato de se negar à criança o livro esperando que primeiro ela aprenda a decodificar.
A professora Magda Soares afirmou em uma entrevista que o domínio da tecnologia (que é aprender a codificar e decodificar) e o uso desta, não estão dissociados, para a entrada no mundo da escrita. Ainda em um de seus livros critica o fato de se negar à criança o livro esperando que primeiro ela aprenda a decodificar.
Nesse contexto, escola muitas vezes aparece como um lugar importante para o primeiro contanto com o mundo da escrita. No entanto não comparece como espaço responsável por estratégias que facilitam a formação de leitores. Aqueles que ultrapassam o período de alfabetização, ainda terão que sobreviver às fáticas aulas de literatura, digo fáticas pela forma com que a literatura é apresentada, Rubens Alves no texto que já fiz referencia coloca: “Se os jovens não gostam de ler é porque nunca ouviram a leitura feita por um possuído”.
O que vemos hoje na escola, são duas práticas ante o livro que o torna tão pouco aprazível. A primeira ocorre ainda muito cedo na vida escolar e a “divinização” do livro, se faz crer que livro é algo tão fora do contexto da criança que muitas vezes torna difícil a incorporação deste por ela. O segundo e mais comum é a “mania interpretativa”, tudo no texto deve ser decifrado, anula-se o prazer de ler pela insistência de uma interpretação que muitas vezes encalha no disparate, ou ainda o uso da leitura só como respaldo para o ensino de gramática. O que se sucede nas aulas de literatura é um “fatiamento” didático, é uma imposição brusca de algo que deveria proporcionar um dialogo entre autor e leitor, entre gerações, entre ideias.
Claro que de modo algum devemos cair na utopia de que todos devam gostar de literatura, de que todos devam sentir prazer em ler um texto de Machado. No entanto como a leitura é uma prática social complexa a escola não deve simplificá-la e descaracterizá-la e nem muito menos ignorá-la. E isso segundo o próprio PCN significa trabalhar a diversidade textual na complexidade com que são apresentados fora da escola, ou seja, aprender a decodificar textos que nada dizem não cumpre com a formação de um leitor capaz de entender a finalidade comunicativa de um texto.
Hoje no que se vê de literatura infantil nota-se um empobrecimento do texto na tentativa de aproximar o texto das crianças, ao envés de aproximar a criança do texto. Se observarmos os desenhos animados, aos quais essas mesmas crianças assistem, veremos que eles não são empobrecidos em termos de narrativa, nem de trama, nem de problemática, ou conclusão e muito menos na construção do personagem e as crianças entendem, porque o livro, o texto seria diferente? Mesmo com a imagem e a palavra falada, a criança parte do que conhece para compreender (assimilar) o que não conhece. Como o próprio PCN coloca: “As pessoas aprendem a gostar de ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura”. Desse modo, oferecer textos a criança, textos de qualidade tanto estética quanto em nível de conteúdo é um dos pontos mais relevantes para a formação de um leitor.
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